Friday, 15 May 2009

Programas da Manhã: a importância dos apresentadores


O panorama matinal da televisão portuguesa é marcado, além dos diários informativos, por programas como: a Praça da Alegria (RTP), a Fátima (SIC) e o Você na TV! (TVI).









Para analisarmos este tipo de programas é essencial realçar a importância dos apresentadores. É de notar que a essência destes programas é definido pela personagem principal, ou seja, a personagem que dá a cara, a pessoa que todas as manhãs nos faz companhia.


Notemos que o horário da manhã, a que dá estes programas, tem como público-alvo: as domésticas, os aposentados ou os desempregados. Deste modo, a maior parte das pessoas que vê estes formatos procura uma companhia, um programa leve (pois é um programa matutino), mas ao mesmo tempo interessante e dinâmico.

As pessoas querem acordar bem-dispostas, com música, conversas divertidas e sorrisos.


Por exemplo, o programa da Fátima, com a sua doçura, com a animação infindável de Nuno Eiró, as músicas do Quarteto José Cabeleira ou as conversas dos Tertulianos, são pontos chaves para o sucesso do programa.

Para entender melhor a força dos apresentadores neste tipo de formatos, note-se que quando a apresentadora Fátima Lopes deixou por tempos o programa por estar em tempo pós-parto, o programa baixou as audiências em relação à Praça da Alegria e ao Você na TV!.


Merche Romero e Carlos Ribeiro não conseguiram deste modo manter a força e vitalidade que Fátima dava ao formato. Isto também devido ao facto de as pessoas se habituarem facilmente a um tipo de linguagem e personalidade, e quando outras surgem no lugar daquelas, nem sempre se deixa que ela entre do mesmo modo nas suas vidas, pelos seus ecrãs de televisão.


Thursday, 30 April 2009

Primeiro planeamento do Blog

Os últimos tempos serviram como uma espécie de período para análise de alguns dos programas televisivos que estão no ar. Assim tivemos em atenção a escolha de conteúdos televisivos que reflectem serviço público, o combate à concorrência e a disputa pelas audiências entre a SIC e a TVI, além do impacto que certos programas de canais comerciais e por cabo têm hoje em dia para certos grupos da sociedade.


Assim o que nós propomos fazer é a exposição da nossa análise destacando certos acontecimentos que também marcam a actualidade.


Enumeramos alguns dos programas seleccionados:

· Querido Mudei a Casa – um programa nacional para um público feminino e urbano

· Jornal da Noite – genérico e formas de apresentação como espelho do programa informativo

· JN6 – uma aposta irreverente na informação portuguesa


· Nós por cá – serviço público prestado por um canal privado

· Programas da manhã dos canais nacionais – a importância dos apresentadores para formatos deste género

· Preço certo em Euros – a sua durabilidade e a questão da representatividade

· Futebol de Saltos altos – um programa da Sportv que nos permite ver o futebol do ponto de vista feminino


· Canção para ti – um programa que permitiu descobrir talentos musicais junto dos mais pequenos


Entretanto, vamos falando e reflectindo sobre novidades tanto no âmbito do Panorama Audiovisual Português, como na sociedade em geral.


Gostaríamos que continuassem a seguir este Blog, pois ainda muito vai aqui ser discutido e retratado...


Aguardem :)

Wednesday, 15 April 2009

Comunidade vs. Blog



A experiência com a communityzero.com suscitou-nos de início bastante interesse.


No entanto, ao longo do processo de construção, deparámo-nos com algumas dificuldades que nos desmotivaram.

Em primeiro lugar, o facto da comunidade depender muito de um feedback para o seu próprio desenvolvimento e quando este não surge, limita o seu bom funcionamento. Apesar dos tópicos lançados para debate, foi demorada a recepção de comentários dos nossos membros.

Para além disto, ao termos apenas 30 dias disponíveis para o desenvolvimento da comunidade impôs alguma pressão.

Por último, a falta de dinamismo do site fez-nos perder algum interesse.



De outra forma o blog por ser uma plataforma mais unidireccional dá-nos mais tempo e permite-nos explorar mais. Desde a sua criação tentámos adaptar a página do blog às exigências do nosso tema, para que o utilizador o passa explorar da melhor maneira. Assim alterámos templates e a própria disposição de certos elementos da página. O blog é assim um projecto a longo prazo.


Duas plataformas distintas com expectativas distintas que gostámos de explorar e trabalhar ;)

Thursday, 19 March 2009

Comunidade "Vestidas para matar"

O nome “Vestidas para matar” reflecte bem a temática que escolhemos para a nossa comunidade virtual. Tal como indica, este espaço online vem questionar os parâmetros impostos por certos grupos da nossa sociedade.

Seguimos o que nos é praticamente imposto pelos desfiles de moda e pelas tendências comerciais. Ajustamo-nos aqueles com quem nos damos muito pelo que vestimos, mas sobretudo sobre o que isso mesmo pode representar. Um estatuto!?

Assim
vestimo-nos para matar e não para sermos aniquilados. É por esta mesma razão que decidimos abordar este tema, para que se possa criar um espaço de debate e partilha de opiniões virtualmente.

A
moda ao funcionar através do marketing e da própria publicidade, procura mostrar-se através de plataformas online com vista a promover-se e a garantir mais mercado.

A
Internet permitiu uma maior interacção entre o consumidor e as marcas, contribuindo também para a facilidade e rapidez de uma consulta ou até mesmo de uma compra, funcionando assim como uma espécie de montra virtual. Ao ser cliente assíduo de uma determinada marca e ao encontrar numa página Web diversas informações e a possibilidade de criar ligação com a mesma, permite a criação de valor do consumidor com a empresa.

Achamos que esta
comunidade tem potencial para ser uma boa plataforma online devido à sua temática, que suscita sempre discussão e partilha de opiniões muito diversas, e pelo facto da CommunityZero se destacar como uma completa ferramenta.

Sendo essencial para o sucesso da comunidade a sua divulgação e publicidade, procedemos à promoção da mesma através de algumas ferramentas Web 2.0, como o Blog, o Facebook e o Twitter por nós já criados.


Visitem:
http://www.communityzero.com/vestidasparamatar

Thursday, 12 March 2009

Um Director diferente


Foi no dia 11 de Março de 2009 que a nossa Faculdade foi presenteada com o início de um ciclo de Conferências dirigidas para o campo de jornalismo e da Comunicação Social.
Presentes na primeira Conferência, decidimos reportá-la no nosso blog, visto que também ele é dirigido para essa área.

O primeiro convidado da instituição foi José Eduardo Moniz, o presente director do canal generalista nº 4, a TVI. Antes de um debate e de questões colocadas ao nosso convidado, José Eduardo Moniz começou por explicar as principais medidas que havia tomado para tornar a TVI no canal de sucesso que hoje está presente aos olhos de todos nós.

Foi no ano de 1998 que José Eduardo Moniz entra para a estação de Queluz e é neste ano que o canal sofre a maior reviravolta de sempre (dito isto de forma positiva, claro!): uma mudança de programas, de informação e uma grande redução de custos foi o que fez passar a TVI de um canal com um fraco capital e com baixas audiências, para um canal com enorme prestigio, muitas vezes líder de audiências e um grande adversário tanto para o outro canal generalista de concorrência, como para o próprio canal estatal português.

Tuesday, 10 March 2009

Wednesday, 25 February 2009

"Final Cut"


Filme “Final Cut”, de Omar Naim.


Relativamente à afirmação “Pegas na vida das pessoas e fazes delas mentira”, feita no filme “Final Cut” devemos dizer que a mesma se refere ao facto de estarmos perante uma pessoa, cuja profissão é a de montar uma sequência de informação audiovisual contida na memória de um individuo. No entanto esta sequência é propositadamente seleccionada pelo editor para que quem veja, relembre o seu ente já falecido da melhor maneira. Assim a questão que se levanta é a de que essa montagem faça com que a vida das pessoas não passe de uma simulação, uma sequência de momentos bons destinados àqueles que ficam para recordar. A vida tornar-se-á uma simples mentira, uma vez que a montagem é apenas um resumo favorável daquilo que o indivíduo viveu.

Se pensarmos na possibilidade de hoje existir uma profissão como esta, acreditamos plenamente não ser possível. No entanto, existem realidades que se aproximam da mesma. A título de exemplo, podemos remeter para os filmes que são passados no final de alguns casamentos, onde mostram, através de uma montagem, uma sequência de momentos felizes da relação, dados por fotografias ou pequenas gravações que captam o casal. Ora esta selecção pode acabar por ser também ela, uma farsa da vida desse mesmo casal.

No filme “Final Cut”, uma criança que tinha sido molestada pelo seu próprio pai, vê a vida deste editada num filme que iria ser apresentado no dia do seu funeral. Temendo que as más acções do seu pai venham revelar-se, a criança pede ao editor que altere o filme de modo a que não seja desvendado o segredo.
“Are you going to fix what my dad can remember?”, foram as suas palavras.

Nesta questão enfrentamos o cerne deste filme, até que ponto será benéfico ou não a produção destes filmes. Será que depois de ser editada a nossa vida perde o seu sentido? O facto de ocultar aquilo que fizemos de mal torna-nos assim uma boa pessoa? A nosso ver não. A nossa vida é tudo aquilo que fazemos, tudo aquilo por que passámos, quer seja bom ou não. Com o avanço das novas tecnologias não nos parece impossível que mais tarde isto venha a ser possível, mas será que está o ser humano preparado para todo este desenvolvimento?

Uma terceira e última questão, “Se não estiver nos media será nos lembramos que lá está?” remete-nos para a importância destes na nossa sociedade. Sabemos que tudo é comunicação, que é impossível não comunicar e os media têm assim o papel fulcral nesta questão.

A verdade é que os media não são só a voz do povo como também os seus ouvidos, querendo com isto dizer que os media têm assim o papel de fazer ouvir a sociedade e de a informar sobre tudo o que está à sua volta.

Um tema só é notícia quando divulgado pelos órgãos de Comunicação Social, caso contrário será algo desconhecido para nós, algo sem qualquer relevância.